Governo Provincial do Uíge
Cultura

Governo cria mercado para comercialização de obras de arte

Maria da Silva e Silva falava na abertura da Feira de Artes e Cultura, que decorreu de 25 a 27 de Maio, no âmbito das comemorações do 25 de Maio, Dia de África, e disse que o plano visa tornar o mercado de artes cada vez mais rentável e capaz de gerar sustento para as famílias dos artistas plásticos e artesãos da província, para além de poder servir de meio de intercâmbio cultural para os que visitam a região.

“O Uíge tem talentos em artesanato e música. Temos potencialidades culturais que devem ser melhor aproveitadas. Por isso precisamos trabalhar na criação de um mercado para a comercialização das obras de arte produzidas na província”, disse.

A Feira de Arte e Cultura contou com a participação de mais de 50 expositores, entre artesões, artistas plásticos, bibliotecários e terapeutas tradicionais que exibiram uma grande variedade de peças artesanais, cadeiras, mesas e outros objectos feitos de junco, quadros, panelas de barro, medicamentos naturais, vestuários feitos de tecido africano, obras literárias e científicas, e uma exposição fotográfica de figuras e monumentos históricos da província.

Maria da Silva e Silva destacou a capacidade criativa dos artistas da província que através de materiais locais conseguem confeccionar objectos que beneficiam pessoas, exprimem ideias, criam negócios e promovem intercâmbio entre os fazedores e apreciadores de arte.

A vice-governadora do Uíge ressaltou ainda a promoção da cultura do hábito de leitura, através da exposição de diversas obras literárias e científicas, para permitir que a comunidade estudantil adquira manuais muito úteis para a sua formação intelectual. Apelou aos jovens no sentido de interagirem mais com a cultura para conhecerem melhor a verdadeira identidade dos povos da região.

“Devemos continuar a pensar nos nossos hábitos e costumes, procurar mostrar aos jovens sobre os riscos da aculturação, valorizar o que é nosso, educar as crianças e adolescentes a respeitarem os mais velhos, saber mais sobre a nossa história para levarmos o país e o continente africano nos níveis mais altos”, concluiu.