Governo cria mercado para comercialização de obras de arte

06/03/2016 01:27 PM (UIGE)

O Governo provincial do Uíge trabalha na elaboração de um plano que visa a criação de um mercado permanente para os artesãos e artistas plásticos, com vista a comercialização, valorização e divulgação das obras de arte produzidas localmente, afirmou a vice-governadora do Uíge para o sector Político e Social, Maria da Silva e Silva.

Maria da Silva e Silva falava na abertura da Feira de Artes e Cultura, que decorreu de 25 a 27 de Maio, no âmbito das comemorações do 25 de Maio, Dia de África, e disse que o plano visa tornar o mercado de artes cada vez mais rentável e capaz de gerar sustento para as famílias dos artistas plásticos e artesãos da província, para além de poder servir de meio de intercâmbio cultural para os que visitam a região.

“O Uíge tem talentos em artesanato e música. Temos potencialidades culturais que devem ser melhor aproveitadas. Por isso precisamos trabalhar na criação de um mercado para a comercialização das obras de arte produzidas na província”, disse.

A Feira de Arte e Cultura contou com a participação de mais de 50 expositores, entre artesões, artistas plásticos, bibliotecários e terapeutas tradicionais que exibiram uma grande variedade de peças artesanais, cadeiras, mesas e outros objectos feitos de junco, quadros, panelas de barro, medicamentos naturais, vestuários feitos de tecido africano, obras literárias e científicas, e uma exposição fotográfica de figuras e monumentos históricos da província.

Maria da Silva e Silva destacou a capacidade criativa dos artistas da província que através de materiais locais conseguem confeccionar objectos que beneficiam pessoas, exprimem ideias, criam negócios e promovem intercâmbio entre os fazedores e apreciadores de arte.

A vice-governadora do Uíge ressaltou ainda a promoção da cultura do hábito de leitura, através da exposição de diversas obras literárias e científicas, para permitir que a comunidade estudantil adquira manuais muito úteis para a sua formação intelectual. Apelou aos jovens no sentido de interagirem mais com a cultura para conhecerem melhor a verdadeira identidade dos povos da região.

“Devemos continuar a pensar nos nossos hábitos e costumes, procurar mostrar aos jovens sobre os riscos da aculturação, valorizar o que é nosso, educar as crianças e adolescentes a respeitarem os mais velhos, saber mais sobre a nossa história para levarmos o país e o continente africano nos níveis mais altos”, concluiu.


Fonte da Notícia: http://www.uige.gov.ao/VerNoticiaPrint.aspx?id=30598&tipo=imprimir Data de Impressão: 26/03/2019 03:29:10